INSTRUÇÃO: Para responder à questão ., leia o se-
guinte trecho do conto “O espelho”, do livro Primeiras
Estórias, de Guimarães Rosa, e as afirmativas, preen-
chendo os parênteses com V (verdadeiro) ou F (falso).
Sim, são para se ter medo, os espelhos.
Temi-os, desde menino, por instintiva suspeita. Também
os animais negam-se a encará-os, salvo as criveis exce-
ções. Sou do interior, o senhor também; na nossa terra,
diz-se que nunca se deve olhar em espelho às horas mor-
tas da noite, estando-se sozinho. Porque, neles, às vezes,
em lugar de nossa imagem, assombra-nos alguma outra
e medonha visão. Sou, porém, positivo, um racional, piso o
chão a pés e patas. Satisfazer-se com fantásticas não-
explicações? — jamais. Que amedrontadora visão seria
então aquela? Quem o Monstro?
Sendo talvez meu medo a revivescência de impressões
atávicas? O espelho inspirava receio supersticioso aos
primitivos, aqueles povos com a ideia de que o reflexo de
uma pessoa fosse a alma.
(1) narrador demonstra conhecer crenças antigas a
respeito do perigo de se mirar em um espelho.
( ) Segundo essas histórias populares, nem sempre
os espelhos projetam a imagem de quem se mira,
podendo refletir seres assombrosos.
() Por ser racional e realista, o narrador sente-se
tranquilo em olhar-se no espelho, ciente de que não
irá fagrar alguma visão medonha.
(. ) De acordo com as crenças, há certas horas perigo-
sas para refleti-se no espelho, sobretudo quando
se está só.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses,
de cima para baixo, é
A) F-V-F-F
B) V-F-
C) V-v—
D) V-F-
F-F-
Fe
Fe
vo
E vo