Leia o poema do escritor Alberto de Oliveira
(1857-1937).
Num trem de subúrbio
No trem de ferro vimo-nos, um dia,
E amarmo-nos foi obra de um momento,
Tudo rápido, como a ventania,
Como a locomotiva ou o pensamento.
—"Amo-tel”
—“Adoro-te!”
A estação primeira
Surge. Saltamos nela ao som de um berro.
Nosso amor, numa nuvem de poeira,
Tinha passado, como o trem de ferro.
(CAMPOS, Geir. Alberto de Oliveira - Poesia Rio de Janeiro: Agir Editora, 1969.)
Interpretando o poema, é correto afirmar que nessa obra
está presente a
(A)
(B)
(o
(D)
(E)
crise existencial própria do Barroco, que se manifesta
pela extrema infelicidade do eu lírico, vivenciada em
decorrência do fim do romance.
oposição ao amor idealizado do Romantismo, pois
o poema ressalta a brevidade e a finitude do amor
vivido pelos protagonistas.
crítica social característica do Realismo, pois o eu
lírico descreve a existência sofrida e miserável dos
subúrbios.
valorização da forma pelo Parnasianismo, o que se
comprova pela rígida metrificação dos versos e pela
presença de rimas.
exaltação da tecnologia, marca do Simbolismo, pois
o trem e sua alta velocidade surpreendem o eu lírico
e sua amada.