Texto 3
Até o advento da filosofia socrática, acreditava-se que a felicidade dependia dos desígnios dos deuses. Essa con-
cepção religiosa da felicidade imperou durante muitos séculos e em diferentes culturas. No IV século antes de Cristo,
Sócrates inaugura um paradigma a partir do qual buscar ser feliz é uma tarefa de responsabilidade do indivíduo,
debatendo sobre a felicidade e pregando que a filosofia seria o caminho que conduziria a essa condição. Aristóteles
5 continua a investigação de Sócrates, concluindo que todos os outros objetivos perseguidos pela humanidade — como a
beleza, a riqueza, a saúde e o poder — eram meios de se atingir a felicidade, sendo esta última a única virtude buscada
como um bem por si mesma. A partir do Iluminismo, a concepção de mundo no Ocidente começa a girar em tomo da
crença de que todo ser humano tem o direito de atingir a felicidade. Na mesma linha, o ideário da Revolução Fran-
cesa estabelece que o objetivo da sociedade deve ser a obtenção da felicidade de seus cidadãos (Csikszentmihalyi;
10 McMahon). [...]
Extraído de FERRAZ, Renata B. etal.. Felicidade: uma revisão. Revista de Psiquiatria Clínica 34(5), 2007. p.235-236.
Disponível em: . Acesso em: 26 jul. 2013.
a) Aponte a diferença básica que se estabelece, no Texto 3, quanto à obtenção da felicidade entre os períodos pré-socrático
e socrático.
b) Com relação ao trecho “pregando que a filosofia seria o caminho que conduziria a essa condição” (linha 4 — Texto 3),
identifique o referente do termo “condição”.
e) Compare a concepção aristotélica de felicidade, apresentada no Texto 3, com a concepção apresentada no Texto 2.