Pelo que, começando, digo que as riquezas do Brasil consistem em seis coisas, com as quais
seus povoadores se fazem ricos, que são estas: a primeira, a lavoura do açúcar; a segunda,
a mercancia; a terceira, o pau a que chamam do Brasil; a quarta, os algodões e madeiras; a
quinta, a lavoura de mantimentos; a sexta e última, a criação de gados. De todas estas coisas o
principal nervo e substância da riqueza da terra é a lavoura dos açúcares.
. AMBRÓSIO FERNANDES BRANDÃO, 1618
Adaptado de PRIORE, M. det; VENÂNCIO, R. P. O livro de ouro da história do Brasi. Rio de Janeiro: Ediouro, 2001.
Considera-se hoje que o Brasil colonial teve um desenvolvimento bastante diferente da
interpretação de Caio Prado Júnior. É que mudou a ótica de observação: os historiadores
passaram a analisar o funcionamento da colônia. Não que a intenção da política metropolitana
fosse diferente do que propõe o autor. Mas a realidade se revelava muito mais complexa. No
lugar da imagem de colonos engessados pela metrópole, vem à tona um grande dinamismo do
comércio colonial.
SHEILA DE CASTRO FARIA
Adaptado de wwwrevistadehistoria com br
O texto do século XVII enumera interesses da metrópole portuguesa em relação à colonização
do Brasil; já o segundo texto, uma análise mais contemporânea, descreve uma sociedade mais
complexa que ia além dos planos dos exploradores curopeus.
Indique dois objetivos da Coroa Portuguesa com a implantação da empresa açucareira no Brasil
colonial. Em seguida, identifique duas características da economia colonial que comprovam o seu
dinamismo interno.